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Pergunta
Qual é o tratamento recomendado no caso de um derrame cerebral?
2 Respostas
Acidentes vasculares cerebrais (AVC´s)causados por
coágulos de sangue podem ser tratados com medicamentos anticoagulantes. Os mesmo devem ser administrados dentro de três horas depois do início do acidente. Por essa razão é tão importante chegar rápido a um hospital.Outros medicamentos que se utiliza para tratar e prevenir o AVC são as aspirinas, dado que bloqueiam a capacidade do sangue de se coagular.
A cirurgia se utiliza às vezes para tratar ou prevenir um derrame cerebral. A endarterectomia carotídea é uma cirurgia para eliminar os depósitos de gordura que obstruem a artéria carótida no pescoço (o que pode levar a um derrame cerebral). No caso de um AVC hemorrágico, o médico pode realizar uma cirurgia para colocar um clipe de metal na base do aneurisma (uma parte fina ou fraca de uma artéria que se incha e pode arrebentar) ou eliminar os vasos sanguíneos anormais.
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A princípio, o tratamento mais
importante é o realizado no momento em que está acontecendo o acidente vascular cerebral (AVC). É uma verdadeira emergência médica, já que diante da primeira suspeita é necessário alertar os serviços de emergência para que o traslado do paciente para hospital seja imediata.No hospital, o tratamento será diferente dependendo se o acidente vascular cerebral ou derrame foi produzido por um bloqueio do fluxo sanguíneo (acidente vascular cerebral isquêmico) ou por uma hemorragia (acidente vascular cerebral hemorrágico). No primeiro caso, o tratamento destina-se a desfazer o coágulo que causou o bloqueio e impedir a formação de novos coágulos e no segundo caso a inibir e controlar o sangramento; às vezes por uma cirurgia a hemorragia é removida afim de aliviar a pressão que pode estar causando nas estruturas do cérebro. A inflamação, típica deste tipo de lesão, também será tratada, assim como os outros sintomas que se apresentem e o motivo que provocou o AVC. Em qualquer caso, os especialistas conhecem as possibilidades terapêuticas e implementarão a melhor opção.
Após o processo agudo, o importante é o tratamento a longo prazo e, neste, é fundamental o apoio constante da família. O paciente irá precisar não só da melhor terapia, mas também do melhor terapeuta para a pessoa que sofreu o derrame. O objetivo é ajudar o paciente a recuperar a função máxima possível na vida cotidiana para obter a melhor qualidade de vida possível. Isto é, ajudá-lo a conseguir a maior e melhor reabilitação, mas também uma boa e real reintegração familiar e social.
É necessária a participação de uma verdadeira equipe de diversas disciplinas: fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, enfermeira, neurologista, psicólogo, assistente social, etc. Dependendo das necessidades que vão surgindo de acordo com a evolução clínica e psico-social, e sempre o envolvimento ativo da unidade familiar como parte dessa equipe.
O paciente deve participar de um programa de reabilitação tanto física, quanto psicológica e social. Deve-se aprender novamente a andar, usar os talheres da mesa, vestir e ir ao banheiro, levantar e sentar, rir, pensar e expressar, sempre de acordo com a situação. E deve ter seu entorno familiar, com as pessoas que querem e que o amam, com aqueles que o conhecem e que ele conhece. É essencial o contato contínuo com a família e o ambiente social. Este é o verdadeiro desafio do tratamento de pessoas que sofreram um derrame.
Mas para esta família, e especialmente as pessoas que mais cuidam, devem ser dados treinamentos de todas as especialidades envolvidas no tratamento. A Educação para a Saúde prestada por profissionais é um direito da família e do paciente, para oferecer ajuda efetiva e apoio para executar determinados exercícios para ajudá-lo a se mover da cama para a cadeira, andar, partir os alimentos, escrever, recuperar o papel social e familiar, etc., em última análise, em contato diário com o paciente.
A família deve aprender a se comunicar, ter paciência, não mostrar pressa ou substituí-lo nas tarefas na qual ele pode fazer mesmo que necessite de mais tempo, respeitar suas decisões, e negociar se não forem adequadas, mas evitando a imposição. A pessoa que sofreu um derrame e seu ambiente familiar devem re-aprender a viver juntos e, em muitas ocasiões nesse "voltar a aprender" recupera-se um monte de palavras, emoções, experiências, memórias e afetos do dia-a-dia que ao longo do tempo temos deixado de lado, sem dar importância. É o melhor tratamento que se pode recomendar. O outro, o tratamento farmacológico, deixemos aos especialistas, seguindo sempre suas recomendações.