Muitas vezes, o mal de Alzheimer pode ser diagnosticado com base no histórico e exame físico por um médico ou enfermeiro habilidosos. O médico fará a anamnese, o exame físico (incluindo um exame neurológico) e realizará um exame do estado mental.
Podem ser solicitados exames para determinar se outros problemas médicos estão causando ou piorando a demência. Essas doenças incluem:
- Doença da tireoide
- Deficiência vitamínica
- Tumor cerebral
- Derrame
- Intoxicação de medicamentos
- Infecção crônica
- Anemia
- Depressão severa
Uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética do cérebro pode ser realizada para procurar outras causas de demência, como um tumor cerebral ou derrame.
- Nos estágios iniciais da demência, os exames de imagem do cérebro podem ser normais. Nos estágios posteriores, a ressonância magnética pode mostrar uma diminuição de diferentes áreas do cérebro.
- Embora os exames de imagem não confirmem o diagnóstico de mal de Alzheimer, eles excluem outras causas da demência (como derrame ou tumor).
Infelizmente, não existe cura para o mal de Alzheimer. Os objetivos no tratamento do mal de Alzheimer são:
- Diminuir a velocidade de progressão da doença (embora isso seja difícil)
- Gerenciar os problemas de comportamento, confusão, distúrbios do sono e agitação
- Modificar o ambiente doméstico
- Apoiar os membros da família e outros cuidadores
TRATAMENTO COM DROGAS
A maioria das drogas usadas para tratar o mal de Alzheimer destinados a diminuir a velocidade com que os sintomas avançam. Geralmente, o benefício trazido por essas drogas é pequeno e os pacientes e suas famílias podem não perceber muita diferença.
Os pacientes e cuidadores devem fazer aos médicos as seguintes perguntas sobre o uso ou não dessas drogas e em que momento:
- Quais são os possíveis efeitos colaterais do medicamento e eles compensam os riscos, dado que haverá somente uma pequena mudança no comportamento ou na função?
- Qual é o melhor momento, se houver algum, para usar essas drogas no curso do mal de Alzheimer?
Existem dois tipos de medicamentos disponíveis:
- Donepezil (Aricept), rivastigmina (Exelon) e galantamina (Razadyne, antes chamado de Reminyl) afetam o nível de uma substância química no cérebro chamado de acetilcolina. Os efeitos colaterais incluem indigestão, diarreia, perda de apetite, náusea, vômitos, cãibras musculares e fadiga.
- A memantina (Namenda) é outro tipo de droga aprovada para o tratamento do mal de Alzheimer. Os possíveis efeitos colaterais incluem agitação ou ansiedade.
Outros medicamentos podem ser necessários para controlar comportamentos agressivos, agitados ou perigosos. Eles geralmente são usados em doses muito baixas.
Pode ser necessário suspender todos os medicamentos que piorem a confusão. Esses medicamentos podem ser analgésicos, cimetidina, depressivos do sistema nervoso central, anti-histamínicos, calmantes e outros. Nunca mude ou suspenda nenhum medicamento sem consultar seu médico primeiro.
SUPLEMENTOS
Muitas pessoas tomam ácido fólico (vitamina B9), vitamina B12 e vitamina E. Porém, não há evidências contundentes de que tomar essas vitaminas previna o mal de Alzheimer ou diminua a progressão da doença uma vez instalada.
Algumas pessoas acreditam que a erva ginkgo biloba previne ou diminui o desenvolvimento da demência. Contudo, estudos de alta qualidade falharam em demonstrar que essa erva diminui a probabilidade de desenvolver demência. NÃO use ginkgo se estiver tomando medicamentos anticoagulantes como a varfarina (Coumadin) ou um tipo de antidepressivos chamados de inibidores da monoamina oxidase (IMAO).
Se estiver consideram algum medicamento ou suplemento, você deve consultar seu médico primeiro. Lembre-se que as ervas e os suplementos de venda livre disponíveis NÃO são regulamentados pelo governo.


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